domingo, 15 de janeiro de 2012

Países da zona do Euro têm a nota de crédito rebaixada...e nós com isso?

O rebaixamento da nota de crédito de alguns países da Zona do Euro foi a notícia que balançou os mercados financeiros na primeira sexta-feira 13 de 2012. Um dia negro para o mercado? Nem tanto, a notícia foi dada após o fechamento dos mercados.

Explicando o rebaixamento da nota: a Standard & Poor's (S&P) - agência de classificação de risco de investimentos -, a partir das suas análises no défict público, na dívida dos países, ou seja, na saúde financeira do Estado de um país, conclui que o determinado título de dívida pública tem um determinado risco, expresso em notas (AAA, AA+, por exemplo). Nessa sexta, a S&P concluiu que a nota de alguns países importantes da Zona do Euro caiu, ou seja, é mais arriscado investir neles, comprar sua dívida.

Bom, e nós, simples mortais?

Para quem tem algum investimento pequeno na bolsa, Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), não deve temer, não é hora de pânico. Provavelmente o mercado já precificou* esse rebaixamento de nota. Não que não vá cair mais, mas não me surpreenderá se o Ibovespa** começar caindo na segunda, dia 16 de janeiro, e inverter no final do dia, ou, se não for no mesmo dia, em dois ou três dias. É a minha aposta, mas os cavalos estão ariscos e eu posso cair do meu!

Quem não tem investimento em bolsa de valores ou algum outro tipo de investimento no mercado financeiro, realmente não tem com o que se preocupar. A taxa de juros que pagampos ao banco não deverá subir em função desse rebaixamento, muito menos o preço do pão nosso de cada dia.

Sim, mas se nem a taxa de juros e nem o feijão vão aumentar, em que pode nos afetar esse rebaixamento de nota?

Com a nota de crédito menor fica mais caro tomar empréstimo - quem tem nome no SPC ou SERASA sabe o que é isso, até tem gente que empresta, mas cobra os olhos da cara! Os países que tiveram as suas notas rebaixadas não deram o calote necessário para ir para o SPC, mas pagarão mais caro pelas suas dívidas. Pagando mais pelas dívidas sobra menos dinheiro público para movimentar a economia interna com investimento estatal, diminuindo o crescimento, aumentando ainda mais o desemprego, diminuindo o consumo interno, diminuindo a arrecadação de impostos, e diminuindo a receita sobra menos dinheiro público para movimentar a economia interna... círculo vicioso.

Esse círculo vicioso, por sua vez, afeta diversos balanços comerciais entre vários países, inclusive o nosso Brasil, que poderá ter exportações diminuídas, dimuindo postos de trabalho por aqui. Vale ressaltar que não é o simples rebaixamento da nota de crédito que desencadeia tudo isso, o rebaixamento é mais um fato que compõe um cenário um pouco mais complexo.

Compliquei?


*Precificar: ajustar o preço de ativos (ações de empresas, por exemplo).
**Ibovespa: índice calculado a partir de um conjunto de ações negociadas na bolsa de valores de São Paulo.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Postagem inaugural!

Motivos econômicos desencadearam guerras e a expansão na qual o Brasil foi "descoberto". Um professor já me disse que a "história do mundo pode ser contada pela história das guerras", não discordo dele, mas a história do mundo também pode ser contada pelo viés da história da economia, afinal, as "guerras tem motivações econômicas".

Mas não diferente da história, o nosso cotidiano é afetado frequentemente por políticas cambiais, crises especulativas, flutuações no preço do ouro ou em ações em bolsas de valores, até uma chuva na China pode trazer consequências economicas no nosso cotidiano.

Sim, uma borboleta bate as asas e um furacão é formado no outro lado do mundo, assim é a economia, interligada, globalizada antes mesmo da globalização.

O início do blog é, não à toa, coincidente com matrícula no curso de economia, portanto não terei vergonha de mudar minhas opiniões durante os próximos quatro anos, aliás, espero ter a personalidade necessária para assumir meus erros e aprender com eles por toda a minha vida.

Espero que possamos descomplicar a economia, para que estejamos prontos para muitas borboletas batendo as suas asas...