Eleições na Grécia e Brasil
Sim, as eleições na Grécia podem nos afetar; vamos às explicações: os dois maiores partidos que disputaram as eleições de hoje, dia 17 de junho, pensam de forma bem diferente em relação à "ajuda" do FMI (Fundo Monetário Internacional) e às imposições que eles fazem quando emprestam.
Num passado não tão distante, nós, Brasil, tínhamos uma dívida com o FMI. O Fundo limitava os gastos públicos do Brasil, o que diminuía a capacidade de investimento estatal até em obras públicas. Essa limitação desestimulava uma economia já fragilizada e só piorava as coisas. Olhando assim, parece que o FMI é um bicho papão; entretanto, eles querem garantia de que não estão financiando a farra do dinheiro público mundo afora.
Quem jogou Banco Imobiliário sabe que tem uma hora em que o dinheiro acaba e quem tem mais ganha. Bom, não dá pra fazer isso com um país... então vem uma organização internacional que reúne dinheiro de várias nações ricas (estamos entre elas agora!) e empresta a esses países. Mas se nada mudar, as políticas continuarem as mesmas e a gastança pública continuar, não há motivo para o futuro ser diferente e o país voltará a pedir a ajuda dessa organização pelos mesmos motivos - por isso, as regras são tão rígidas.
Os dois partidos pensam da seguinte forma, resumidamente:
1) temos que renegociar a dívida, quem sabe até não pagá-la, se preciso for, saímos da Zona do Euro - parece e é um discurso de esquerda;
2) temos que nos manter na Zona do Euro e vamos conseguir isso economizando e mantendo uma política de austeridade - se estivermos no bloco a nossa vida será mais tranquila.
Pelo jeito, o segundo discurso, do Partido Nova Democracia (conservador), ganhou - eles garantiram a maior votação e a provável permanência da Grécia na Zona do Euro. A saída dos gregos poderia causar a moratória do país e evidenciaria, ainda mais, a fragilidade da Zona, desencadeando a quebra de países do Bloco: Itália e Espanha, principalmente. A vitória do partido conservador pode ter evitado uma corrida financeira internacional. Grandes fundos de investimento colocariam suas reservas num colchão bem quentinho, perto dos seus olhos e longe de países emergentes, como o nosso Brasil.
Com os Dólares retornando aos colchões dos grandes fundos - e saindo do mercado, haveria um grande desequilíbrio cambial e a consequente desvalorização do Real, mas isso não seria a pior parte. Com a fuga dos Dólares, haveria muita dificuldade para os financiamentos da dívida pública e investimentos privados seriam afetados fortemente - os empresário não abrem a carteira em tempos de crise. O mercado internacional poderia ver não um desaquecimento, mas uma nova era glacial, causando quedas e mais quedas nas exportações, mais desequilíbrio e Real mais desvalorizado...
Abraço,
Bruno Caldas
1) temos que renegociar a dívida, quem sabe até não pagá-la, se preciso for, saímos da Zona do Euro - parece e é um discurso de esquerda;
2) temos que nos manter na Zona do Euro e vamos conseguir isso economizando e mantendo uma política de austeridade - se estivermos no bloco a nossa vida será mais tranquila.
Pelo jeito, o segundo discurso, do Partido Nova Democracia (conservador), ganhou - eles garantiram a maior votação e a provável permanência da Grécia na Zona do Euro. A saída dos gregos poderia causar a moratória do país e evidenciaria, ainda mais, a fragilidade da Zona, desencadeando a quebra de países do Bloco: Itália e Espanha, principalmente. A vitória do partido conservador pode ter evitado uma corrida financeira internacional. Grandes fundos de investimento colocariam suas reservas num colchão bem quentinho, perto dos seus olhos e longe de países emergentes, como o nosso Brasil.
Com os Dólares retornando aos colchões dos grandes fundos - e saindo do mercado, haveria um grande desequilíbrio cambial e a consequente desvalorização do Real, mas isso não seria a pior parte. Com a fuga dos Dólares, haveria muita dificuldade para os financiamentos da dívida pública e investimentos privados seriam afetados fortemente - os empresário não abrem a carteira em tempos de crise. O mercado internacional poderia ver não um desaquecimento, mas uma nova era glacial, causando quedas e mais quedas nas exportações, mais desequilíbrio e Real mais desvalorizado...
Abraço,
Bruno Caldas